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A Função do pai : Na consulta terapêutica pais-bebês e no tratamento do transtorno alimentar na criança


Apresentação de J.A. Barriguete

No começo do ano 2000, nós projetamos com S. Lebovici, a elaboração de um capítulo que recapitularia a função do pai nas interações precoces do bebê e de seus pais e faríamos algumas reflexões sobre a compreensão dos problemas alimentares. O dinamismo e o entusiasmo de Lebovici nos incitou, hoje que ele não está mais entre nós, a prosseguir suas reflexões.

A função do pai e a capacidade de embalar

Nós sabemos que o pai constitui um outro pólo da tríade familiar. Ele introduz a diferença nas trocas entre mãe e criança, contextualiza e enquadra essas interações, ao mesmo tempo que representa uma separação no binômio mãe-bebê. Em relação à diferença da ligação maternal, a ligação parental é marcada por um ato de reconhecimento, um ato de vontade. A mãe reconhece o pai e este, por vir a ser pai, reconhecerá a criança e se associará na sua linhagem. Para o homem, a passagem do status de genitor ao de pai pode ser considerada um ato de nascimento social (1), um ato da cultura ; assim como mostrou Sigmund Freud (2), cada cultura define sua forma paternal, como mostram Levi-Strauss (3) e, mais recentemente, Boris Gyrulnick e Michel Lemay (4).


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Texte initial :
Barriguete JA, Lebovici S+, Salinas JL, Moro MR, Solis L, Botbol M, Maldonado M, Córdova A. A Função do pai : Na consulta terapêutica pais-bebês e no tratamento do transtorno alimentar na criança. In : Pereira da Silva MC., Ser pai, ser mae – parentalidade : um desafio para o terceiro milênio. Brésil : Casa do Psicologo ; 2004. p. 57-65.







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